sexta-feira, 28 de junho de 2019

Direitos e Deveres 27.06


Direitos e deveres
   



 Certo faquir viu um dervixe entristecido saindo lentamente da Tekkia do grande mestre Arif Hakimi, de Paghman.
    Ele perguntou ao guardião do portão qual seria a razão daquele semblante desanimado.
    De acordo com Ghalib Shah, o porteiro respondeu:
    “Ele reclamou o direito de frequentar as reuniões do Povo da Verdade. Mas o Povo o baniu, pois aqueles que têm esse direito não podem exigi-lo, e aqueles que reclamam, não podem obtê-lo.
    Como se ouviu o próprio Abu-Yusuf ressaltar:
    ‘O discípulo não precisa dizer uma só palavra para que o guia saiba, por meio da sua conduta e da sua postura, se ele foi até ali para aprender ou para negociar.’”

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Das Obrigações Tradicionais/22.06





DAS OBRIGAÇÕES TRADICIONAIS


“ OBTER CONHECIMENTO É EQUIVALENTE AO QUE É DENOMINADO, NA RELIGIÃO CONVENCIONAL, “TEMOR A DEUS”.
BUSCAR CONHECIMENTO É O MESMO QUE AS PESSOAS COMUNS CHAMAM DE “ADORAR”. ESTUDÁ-LO É O MESMO QUE LOUVAR. LUTAR  POR ELE É O MESMO QUE ESFORÇO, GUERRA SANTA. ENSINÁ-LO É EQUIVALENTE A FAZER CARIDADE.
TRANSFERI-LO É RECOMPENADO”.


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sexta-feira, 14 de junho de 2019

aprender por meio de sinais


Aprender por meio de sinais

    O mestre tinha a reputação de ensinar por meio de sinais.
    Um homem que se sentia muito seduzido por essa ideia viajou durante anos até chegar à escola do sábio.
    Assim que o avistou, mestre disse:
    “Você deve estar preparado para aprender, pelo menos os primeiros passos para a sabedoria, por meio de palavras apenas.”
   O homem protestou:
    “Palavras eu posso conseguir em qualquer lugar. Eu vim até aqui para aprender por meio de sinais.”
    Mestre replicou:
    “Todos querem aprender por meio de sinais, gestos e exercícios desde que souberam que isso era possível, e acabaram ficando empolgados demais com a perspectiva de serem capazes de fazê-lo. Sua empolgação é tal que eles não podem percebê-la e gritam: ‘Não estamos empolgados!’
    Assim, nós precisamos recorrer a uma alternativa – palavras e leituras – até eles estarem prontos.”


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VER




VER

Conta-se que Avicena, o filósofo, disse a um sufi:
“ O que haveria para ser visto se não houvesse ninguém presente para vê-lo?”
O sufi respondeu:
“ O que não poderia ser visto se houvesse um observador presente para vê-lo?”


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O DISCÍPULO PERGUNTA






O discípulo pergunta:


  O mestre deve encorajar ou desencorajar?
   O mestre responde:
   Se um mestre encoraja você, ele não está tentando atraí-lo.
   Antes, está tentando lhe mostrar o quão fácil você pode ser atraído.
   Se ele desencorajá-lo, a lição é que você está à mercê do desencorajamento.    



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O MESTRE





O MESTRE


Perguntaram ao mestre:
“ Por que você não chega ao carne da questão, e nos dá argumentos e provas com os quais possamos avaliar nosso progresso?”
O mestre respondeu:
“ Açúcar, farinha, gordura e calor são coisas boas separadamente.
Combinadas, com o tempo, elas produzem bolo delicioso.”


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sexta-feira, 3 de maio de 2019


AGRADECER


QUANDO PERGUNTARAM PARA O MESTRE PORQUE ELE NUNCA AGRADECE NINGUÉM POR FAZER ALGUMA COISA, ELE RESPONDEU:
TALVEZ VOCÊ NÃO SEJA CAPAZ DE ACREDITAE NO QUE EU VOU TE DIZER, MAIS SE EU LHES AGRADECER, ELES FICARAM CONTENTES.


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SEM CUSTO


sexta-feira, 10 de agosto de 2018




ALGUMAS PÉTALAS SOBRE O TATAMI


Rikyu, o fundador da cerimônia do chá da escola Rikyu, recebeu um dia, de presente, flores belíssima: da parte do chefe do templo vizinho de Saitoku-ji, em Quioto.
Trouxe-lhe um jovem monge, que, bem defronte da sala de chá, deixou cair as belas flores no chão. Todas as pétalas se destacaram de golpe, ficando apenas os caules. O jovem monge, confuso, desculpou-se de Rikyu, que, respondeu:
- Entra na sala de chá.
Defronte do nicho, Rikyu colocou apenas um vaso de ikebana vazio. A seguir, enfiou neles os caules das flores, e, no chão, sobre o tatame, por toda a volta do vaso, dispôs harmoniosamente as pétalas.
Era muito bonito, natural, simples. Disse então, Rikyu ao mongezinho:
- quando me trouxeste essas flores, elas eram, o fenômeno é o fenômeno. Ao caírem, tornaram-se, já não havia flores: o fenômeno, é nada. De acordo com o senso comum, elas poderiam ter continuado tais e quais: o nada e nada. Agora, porém, embelezam o aposento: - nada é o fenômeno.
Com nada, este aposento ficou lindo, muito mais lindo, muito mais bonito do que se empregassem inúmeros elementos de decoração. Apenas algumas pétalas dispostas sobre o tatame, ao redor de um vaso sem flores.
Essa história reflete o espírito da cerimônia do chá.

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O PATO QUE CANTA


                                                    O Pato que Canta


   Mestre passeava com seu discípulo Hyakujo ao longo de um rio. Os dois avistam um pato à procura de comida...Perturbado, o pato alça vôo e o mestre e discípulo o acompanham com os olhos.
   Mestre e o discípulo entreolharam-se em silêncio e, de súbito, bruscamente, o mestre beliscou o nariz do discípulo, que urrou de dor.
   Disse Mestre então:
   - Oh! Aqui está um pato que canta.
   O discípulo tinha os olhos postos no pato, que voava.
   Deves olhar para ti mesmo, queria dizer-lhe o mestre.
   Entretanto, não o disse, e o sentido dessa lição é muito interessante.


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O Convite

    Certa vez, um mestre recebeu, ao mesmo tempo, dois convite para jantar. E, como fossem ambos para a mesma noite, havia ele de escolher apenas um.
   O primeiro convite vinha da mesma comunidade budista local, e o segundo vinha de Ambapali, a cotesã.
   Na noite do jantar, Sidartha sentou-se à mesa de Ambapali.


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sexta-feira, 10 de novembro de 2017

A Necessidade Traz a Prosperidade






A NECESSIDADES TRAZ A PROSPERIDADE


  


  Um mestre ficou tão impressionado com o progresso espiritual de seu discípulo que, jugando que ele não mais precisava de orientação espiritual, deixou- o sozinho em uma pequena cabana às margens de um rio.

   Todas as manhãs depois tomar banho, o discípulo pendurava sua tanga para secar. Era a única que possuía. Um dia, ficou consternado ao encontrá-la em farrapos, roída por ratos. Precisou mendigar aos aldeões para conseguir comprar outra. Quando os ratos roeram essa também, o discípulo resolveu arrumar um gatinho. Não teve mais problemas com os ratos,  mas agora tinha de mendigar para conseguir leite.

   “Mendigar dá muito trabalho”, pensou,” e me transforma num fardo muito pesado para os aldeões. Terei uma vaca,”     

   Quando arranjou uma vaca, teve que mendigar para conseguir forragem.’’ É mais fácil lavrar a terra em volta da cabana”, pensou. Mas isso também era fatigante, pois lhe sobrava pouco tempo para meditar. Assim, contratou lavradores para cultivar a terra para ele. Agora, dirigir os lavradores dava trabalho, por isso casou-se para ter uma esposa que partilhasse essa tarefa com ele.

   Anos mais tarde, seu mestre passou por lá e ficou surpreso ao ver uma luxuosa mansão onde antes havia uma roupa choupana. Perguntou a um dos criados:

   - Não é aqui que morava um de meus discípulos?

   Antes de obter resposta, surgiu um discípulo em pessoa.

   - O que significa tudo isto, meu filho!? – perguntou o mestre.


   - Não vai acreditar, senhor – respondeu o homem-, mas não houve outro jeito de eu conservar minha tanga!



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