quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

UMA GOTA DE ÁGUA


Um Mestre Zen pediu a um jovem estudante que lhe trouxesse um balde de água para esfriar a água do seu banho.
O estudante trouxe a água e, depois de refrescar a água do banho, jogou o pouco que sobrou no chão.
“Seu estúpido!” repreendeu-lhe o mestre. “Por que você não deu o resto da água para as plantas? Que direito você tem de desperdiçar mesmo uma gota de água neste templo?”
O jovem estudante mudou seu nome para “uma gota de água”.

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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

O TEMPLO SILENCIOSO

   
Um instrutor Zen que tinha um só olho, e possuía uma iluminação reluzente. Ele ensinava seus discípulos no templo.
Dia e noite todo o templo ficava em silêncio. Não havia nenhum som.
Até mesmo a recitação dos sutras havia sido abolida pelo instrutor. Seus alunos não tinham nada para fazer a não ser meditar.

Quando o mestre faleceu, uma antiga vizinha ouviu o som de sinos e a recitação dos sutras. Então ela soube que o instrutor havia partido.
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

ENSINANDO O ESSENCIAL

  
Nos Tempos Antigos no Japão, as lanternas de bambu e papel eram usadas com velas dentro delas. A um cego, que visitava um amigo certa noite, foi oferecida uma lanterna para que a levasse para casa consigo.
“Eu não preciso de uma lanterna”, disse ele, “Escuridão ou luz, é tudo a mesma coisa para mim.”
“Sei que você não precisa de uma lanterna pra encontrar seu caminho”, respondeu seu amigo, “mas se você não tiver uma alguém pode chocar-se com você. Por isso você deve levá-la.”
O cego foi embora com a lanterna e antes de haver caminhado uma longa distância alguém bateu de frente nele.
“Olhe por onde você anda!”, ele exclamou ao estranho.
“Você não pode ver esta lanterna?”
“Sua vela se apagou, irmão”, respondeu o estranho.
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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Três coisas para que não peque

 O Mestre disse:
“Considere três coisas para que você não peque.”
- Saiba:
- De onde veio?
- Para onde vai?
-“A Quem, finalmente, você deverá prestar contas?”
“De onde veio? De uma gota pútrida.”
“Para onde vai? Para um lugar de pó, vermes e larvas.”
“A quem, finalmente, você deverá prestar contas?”

“Não sei”
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

A Concepção e a Percepção

         O Discípulo disse:
- Mestre não estou suportando a luta entre minhas Concepções e Percepções.
O Mestre responde:

- Não é lutada uma luta pela sobrevivência entre as concepções e percepções, mas pela dominação: - a concepção vencida não é aniquilada, mas somente reprimida ou submetida. Não há aniquilamento no espiritual...
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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

PRAZER


Discípulo: Mestre o fazer me provoca prazer.
Mestre: Sinal que liberou uma pressão.
Discípulo: Mas provoca cócegas da sensação de poder.
Mestre: Sinal que venceu dificuldades. Entendo a dificuldade de compreender sendo tão intelectual
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quinta-feira, 26 de novembro de 2015

A Melodia

  
O Mestre era um homem de espírito sagaz que gostava de conversar por meio de parábolas. Entre os seus ministros, havia o 1º Ministro que compreendia bem as parábolas do Mestre.
Certo dia o Mestre estava reunido com seus ministros, discutindo os modos do mundo. Em dado momento perguntou aos ministros:
-Qual, dentre todas as melodias, é a mais agradável aos ouvidos?
Um deles respondeu “a melodia da flauta”. “Não”, retrucou outro: “A melodia da harpa é a mais doce para os ouvidos”. Um terceiro comentou: “Nem uma nem outra; o violino emite o som mais melodioso”.  E assim ficaram discutindo acaloradamente.
O 1º Ministro permaneceu em silêncio, sem dar sua opinião. Alguns dias se passaram. O 1ª Ministro convidou então o Mestre e os governantes do estado para um banquete que se realizaria em sua homenagem. 
 Durante a festa, músicos, tocando os mais variados instrumentos, entretinham os convidados. Todavia, e causando muita estranheza, nas mesas não havia coisa alguma. Os convidados permaneciam sem bebida ou comida.
Mas onde estava a comida? Era embaraçoso ter que perguntar, de modo que os convidados permaneceram a seco até cerca da meia-noite. O 1º Ministro fez então um sinal para o maítre que trouxe para o salão uma enorme bandeja cheia de iguarias, batendo na tampa com uma grande colher.

Todos os convidados deram um suspiro de alívio.
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