quinta-feira, 6 de agosto de 2015

        
COMO COMPREENDER A VIDA

  
O Discípulo pergunta: “Como compreender a vida?”.

O Mestre responde: “À medida que a respiração muda de baixo para cima, e novamente à medida que o alento faz a curva de cima para baixo – ao longo dessas mudanças, compreenda”.
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quinta-feira, 30 de julho de 2015

Diálogo Zen


Os Instrutores Zen treinam os seus jovens alunos a expressarem a si mesmos. Dois templos Zen tinham, cada um deles, uma criança mantida por eles. Uma das crianças, indo buscar legumes a cada manhã, encontrava a outra no caminho.
“Onde você está indo?, perguntou uma delas.
“Estou indo para onde vão os meus pés”, respondeu a outra.
Esta resposta intrigou a primeira criança, que foi pedir ajuda ao seu instrutor. “Amanha de manha”, disse-lhe o instrutor, “quando você encontrar aquele pequenino, faça a ele a mesma pergunta”. Ele lhe dará a mesma resposta, e então você lhe perguntará:
“Suponha que você não tenha pés, então para onde você está indo? Isto dará um jeito nele.”
As crianças se encontraram novamente na manha seguinte.
“Onde você está indo?” perguntou a primeira criança.
“Estou indo para onde quer que o vento sopre”, respondeu a outra.
Isto novamente deixou pasmo o jovem, que levou sua derrota ao seu instrutor.
“Pergunte a ele para onde ele está indo se não há vento”, sugeriu o instrutor.
No dia seguinte as crianças se encontraram pela terceira vez.
“Onde você está indo?”

“Estou indo ao mercado comprar legumes”, respondeu a outra.
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quinta-feira, 23 de julho de 2015

GRANDES ONDAS

   
Grandes Ondas era um rapaz muito forte e conhecia a arte de lutar. Em seus treinamentos, ele derrotava até mesmo seu instrutor, mas em público ele era envergonhado que seus próprios alunos o venciam.
Grandes Ondas sentiu que deveria visitar um Mestre Zen para obter auxílio, foi vê-lo e lhe contou sobre seu problema.
“O seu nome é Grandes Ondas”, disse o Mestre, “portanto fique no templo esta noite. Imagine que você é aqueles vagalhões. Você é mais um lutador que está com medo. Você é aquelas ondas enormes que varrem tudo o que está diante delas, engolfando tudo o que está em seu caminho. Faça isto e você será o maior lutador do país.”
O Mestre se recolheu. E Grandes Ondas sentou-se em meditação tentando imaginar-se como se fosse as ondas. Pensou em muitas coisas diferentes. Então ele gradualmente voltou-se, cada vez mais, ao sentimento das ondas. À medida que a noite avançava, as ondas se tornaram cada vez maiores. Elas varreram as flores em seus vasos. Até mesmo o Buda no santuário foi inundado. Antes do amanhecer o templo não era nada mais do que o fluxo e o refluxo de um imenso mar.
De manha, o Mestre encontrou o Grandes Ondas meditando, com um leve sorriso em sua face, Ele tocou no ombro do lutador. “Agora nada pode perturbá-lo.”
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quinta-feira, 16 de julho de 2015

FILHOS DE SUA MAJESTADE


O Tutor do Imperador também era um mestre de esgrima e profundo estudante de Zen.
Sua casa era uma morada de vagabundos. Ele possuía apenas um par de roupas,  pois eles o mantinham sempre pobre.
O Imperador, notando como suas roupas estava gastas, deu ao Tutor algum dinheiro para comprar vestimentas novas. Na próxima vez que o Tutor apareceu ele vestia o mesmo velho traje.
“O que aconteceu com as roupas novas, Tutor?”, perguntou o Imperador.

“Eu comprei roupas para os filhos de sua Majestade”, explicou o Tutor.
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quinta-feira, 2 de julho de 2015

A Última Pancada

 O discípulo havia estudado com o Mestre desde a infância. Quando tinha vinte anos ele quis deixar o seu instrutor e visitar outros para um estudo comparado, mas o Mestre não permitia isso. Toda vez que o Discípulo sugeria a idéia, o Mestre dava-lhe uma pancada na cabeça.
Finalmente, o Discípulo pediu a um irmão mais velho para persuadir o Mestre a dar a permissão. O irmão fez isto e então disse o Discípulo: “Está acertado. Eu arranjei para que você comece sua peregrinação imediatamente.”.
O Discípulo foi até o Mestre para agradecer-lhe por sua permissão. O Mestre respondeu dando-lhe outra pancada.
Quando o Discípulo mencionou isso ao seu irmão mais velho esse disse: “Qual é o problema? O Mestre não tem o direito de dar a permissão e depois mudar de idéia. Vou dizer isso a ele.” E lá foi ele ver o instrutor.

“Eu não cancelei a minha permissão”, disse o Mestre. “Apenas quis dar-lhe uma última pancada na cabeça”.
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quinta-feira, 18 de junho de 2015

TRÊS TIPOS DE DISCÍPULOS

        Um Mestre Zen costumava dizer: “Há três tipos de discípulos”:
Discípulo 1 são aqueles que transmitem o Zen aos outros.
Discípulo 2 são aqueles que mantêm os templos e santuários.
Discípulo 3 são aqueles que além deles há os sacos de arroz e os cabides de roupas.
Outro Mestre Zen expressou a mesma ideia, seu instrutor era muito severo, algumas vezes até batia.
Os outros alunos não aguentaram esse tipo de ensinamento e foram embora.
O Mestre ficou e dizia:
Discípulo 1 É aquele discípulo que se torna forte sob a disciplina de um instrutor.
Discípulo 2 É quando um discípulo justo admira a amabilidade de um instrutor.

Discípulo 3 É quando um discípulo pobre utiliza a influência de um instrutor.
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quinta-feira, 11 de junho de 2015

MISSO AZEDO


O Monge cozinheiro, do mosteiro do grande Mestre decidiu que iria cuidar bem da saúde de seu velho instrutor e dar a ele somente misso recentemente preparado, uma pasta de grãos de soja misturados com trigo e levedo que frequentemente fermenta. O grande Mestre notando que estava sendo-lhe sérvio um misso melhor do que o de seus alunos, perguntou:
“Quem é o cozinheiro hoje?”
O Monge foi enviado a sua presença. Grande Mestre foi informado que, de acordo com sua idade e posição, deveria comer apenas misso recentemente preparado.
Ele então disse ao cozinheiro:
“Então você acha que eu não devo comer de forma alguma.”
Com isto, ele entrou em seu quarto e trancou a porta.
O Monge, sentando-se do lado de fora, pediu perdão ao seu instrutor. Grande Mestre não respondia. Por sete dias o Monge sentou-se do lado de fora e o grande Mestre do lado de dentro.
Finalmente, em desespero, um devoto chamou o grande Mestre em voz alta: “Você pode estar bem, velho instrutor, mas este jovem discípulo aqui tem que comer. Ele não pode ficar sem comida para sempre!”
Com isto, o grande Mestre abriu a porta. Ele estava sorrindo.
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